Aprendizagem Experiencial: o ciclo de Kolb na prática da inovação
8/27/20253 min read


Na série Fundamentos da metodologia Strategic Bricks, chegamos à Teoria da Aprendizagem Experiencial, proposta por David A. Kolb em 1984, que aliás já tem texto falando dela aqui no blog. É o modelo que dá base ao “fazer, refletir, aprender”, um dos pilares da metodologia Strategic Bricks.
Origem e estrutura da teoria
Kolb construiu sua teoria apoiando-se nos estudos de John Dewey, Kurt Lewin e Jean Piaget, propondo um modelo cíclico de quatro fases:
Experiência Concreta – vivenciar uma situação real ou prática.
Observação Reflexiva – refletir sobre o que ocorreu.
Conceitualização Abstrata – formular conceitos ou hipóteses a partir da reflexão.
Experimentação Ativa – testar o que aprendeu em novas situações.
Você pode entrar nesse ciclo por qualquer etapa – o aprendizado se dá na jornada completa.
Estilos de aprendizagem
Kolb identificou que as pessoas preferem modos diferentes de aprender, combinando as fases do ciclo. Surgem assim os quatro estilos de aprendizagem:
Divergente – prefere observar e refletir, criando diversas perspectivas.
Assimilador – foca no pensamento teórico e na organização lógica.
Convergente – busca aplicar teoria na resolução prática de problemas.
Acomodador – aprende “fazendo”, com ação e adaptação contínua.
Aplicações e relevância da teoria
Esse modelo é amplamente aplicável:
Na educação, para desenvolver currículos que envolvem atividades práticas, reflexão guiada e aplicação real.
Em treinamento corporativo, estimula o engajamento, a experimentação e consolidação do saber. Empresas adotam métodos como workshops, simulações e sprints de inovação baseados nesse ciclo.
Em metodologias ágeis e mão na massa: o participante vivencia, pensa, entende e ajusta, um ciclo contínuo de aprendizagem e inovação.
Do conceito à prática: Hack the Future
Com base nessa teoria e nos princípios do Strategic Bricks, acabamos de criar com a preciosa participação da Dra. Elisângela Lazarou Tarraço, doutora em inovação, a Jornada de Inovação: Hack the Future.
Ela foi pensada para oferecer várias opções de abordagem, permitindo que toda a organização comece a desenvolver uma mentalidade mais inovadora.
A jornada contempla desde palestras até workshops de cocriação com clientes, porque acreditamos que todos devem estar envolvidos no processo de inovação,ss do colaborador à liderança, passando inclusive pelos parceiros estratégicos.
Se você quiser saber mais sobre como levar essa jornada para a sua empresa, é só entrar em contato conosco que enviamos o material de divulgação completo.
Por que isso fundamenta o Strategic Bricks?
A essência do Strategic Bricks está em tornar o aprendizado ativo, significativo e gerador de resultados reais:
A experiência prática (LEGO®, massinha, desenho, etc.) está no centro.
A reflexão e conceitualização ajudam a sistematizar aprendizados de forma profunda e útil.
A experimentação ativa permite imediatamente aplicar, testar e iterar sobre ideias transformadoras.
Isso torna o conhecimento vivo, conectando teoria e prática, essencial para inovação.
Gostou deste mergulho na Teoria da Aprendizagem Experiencial? Então prepare-se: semana que vem mais um texto novinho, rico em insights, pra aprofundar sua compreensão da base dessa metodologia.
Fique ligado — você não vai querer perder!
Saiba mais em:
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 50. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2011.
KNOWLES, Malcolm S. The adult learner: a neglected species. 3. ed. Houston: Gulf Publishing, 1984.
KOLB, David A. Experiential learning: Experience as the source of learning and development. Englewood Cliffs, NJ: Prentice Hall, 1984.
ESTEVAM, Paloma. Teoria da Aprendizagem Experiencial: definições, benefícios e aplicações práticas. Rubeus, 2021.
Texto já publicado no nosso blog sobre o tema:
Andragogia na prática: Como os treinamentos mão na massa potencializam a aprendizagem adulta.
Aprender fazendo: o poder da educação experiencial no desenvolvimento profissional


