Do pensamento à construção: o Design Thinking como método mão na massa
7/31/20252 min read


Este é o quarto texto da série "Fundamentos da Strategic Bricks", a metodologia inovadora da Escola de Inspirações, na qual recentemente fui certificada. E o tema de hoje faz total sentido pra mim, justamente por estar completamente alinhado à proposta que defendo e aplico há anos: treinamentos mão na massa.
Se você ainda não viu os textos anteriores, vale conferir! Cada semana, um novo fundamento da metodologia é explorado por aqui, sempre com o compromisso de unir teoria e prática de forma leve, aplicável e transformadora.
Falar de Design Thinking é falar de ação com propósito, de pensar enquanto se faz, de construir soluções relevantes com base nas pessoas e nas suas necessidades reais. Mais do que uma metodologia criativa, o Design Thinking é uma abordagem que une empatia, experimentação e prototipagem rápida para enfrentar problemas complexos (BROWN, 2009).
O Design Thinking está na raiz dos nossos processos. É ele que nos ajuda a ir além dos diagnósticos e a conseguir tirar do papel, ideias geniais. Aqui, acreditamos no fazer. Acreditamos que a transformação acontece quando envolvemos as pessoas em todas as etapas, de forma prática, colaborativa e significativa.
Nesta semana mesmo, vivenciamos isso na prática com um cliente, durante o primeiro dia do Treinamento Sprint: Construindo Projetos em 5 Passos. E foi inspirador!
Os participantes mergulharam na jornada de construção de projetos com foco, presença e entrega. Começamos mapeando o problema e definindo o alvo com base no olhar coletivo — exatamente como propõe o Design Thinking. Foi o início da gestação de projetos que nascem com sentido, participação e intenção.
Como destaca Tim Brown, CEO da IDEO, “a inovação acontece quando se combina a viabilidade técnica, a viabilidade econômica e o desejo humano”. É esse equilíbrio que buscamos ao aplicar os princípios do Design Thinking: soluções que funcionem na prática, que façam sentido para as pessoas e que possam ser executadas com os recursos disponíveis.
Mais do que desenvolver habilidades técnicas, o uso do Design Thinking em nossos programas estimula competências como:
empatia,
escuta ativa,
colaboração interdisciplinar,
flexibilidade cognitiva
e resolução criativa de problemas — todas consideradas soft skills essenciais para o mercado contemporâneo (MORIN, 2000; HEIFETZ, 2009).
Autores como Plattner, Meinel e Leifer (2011) reforçam que o aprendizado significativo se dá quando o conhecimento teórico se conecta à ação, ou seja, quando pensamos com as mãos. E é exatamente isso que propomos: sair do discurso e partir para a construção.
Design Thinking é metodologia, mas também é postura.
É a escolha de olhar para o problema com curiosidade, testar hipóteses, prototipar possibilidades e evoluir com base na troca. É o que move a Strategic Bricks. É o que move cada treinamento que realizo.
Se você também acredita que grandes ideias precisam de espaço para virar realidade, o Design Thinking pode ser o ponto de partida.
Semana que vem tem mais um texto da série Fundamentos da Metodologia Strategic Bricks por aqui. Até lá!
Saiba mais em:
BROWN, Tim. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
PLATTNER, H.; MEINEL, C.; LEIFER, L. Design Thinking: Understand – Improve – Apply. Springer, 2011.
MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. UNESCO, 2000.
HEIFETZ, Ronald A. Leadership Without Easy Answers. Harvard University Press, 2009.


