Gestão da Inovação na Economia Digital

Dra. Elisângela Lazarou Tarraço

2/4/20263 min read

A economia digital tornou-se um dos pilares centrais da gestão da inovação, redefinindo a forma como organizações criam valor, competem e se relacionam com consumidores, parceiros e a sociedade. Em um ambiente marcado pela aceleração tecnológica, novos modelos de negócio e mudanças constantes nos padrões de consumo, inovar deixou de ser opcional: passou a ser uma condição para a sobrevivência e o crescimento sustentável.

Foi nesse contexto que participei, em janeiro, do curso de Gestão da Inovação na Economia Digital, realizado na Florida Atlantic University (FAU), pela IBS Brasil, em Boca Raton, nos Estados Unidos. O programa foi estruturado de forma progressiva, abordando temas fundamentais ao longo de três semanas, sempre conectando teoria, prática e os desafios reais enfrentados pelas organizações contemporâneas

Na primeira semana, o foco esteve na importância da gestão da inovação, com ênfase na construção de times para organizações disruptivas, além da análise de alianças, parcerias e modelos de cooperação adequados ao mundo digital. Discutimos como inovadores estratégicos precisam compreender profundamente o contexto, marcado pela proliferação de tecnologias, plataformas de comunicação e novos padrões de consumo, para identificar oportunidades que desafiam o convencional.

A segunda semana aprofundou o debate sobre transformação digital, startups e a nova economia, explorando como a comunicação e a distribuição de valor foram redefinidas na era das mídias sociais. Ficou claro que inovar hoje exige compreender ecossistemas digitais, comportamento do consumidor conectado e estratégias orientadas por dados.

Já na terceira semana, o foco foi direcionado para planejamento, implementação e controle de projetos, com destaque para metodologias ágeis. O aprendizado esteve centrado em como criar valor continuamente para o novo consumidor, desenvolvendo soluções de forma iterativa e adaptativa, aprendendo “em movimento”.

Ao longo deste mês irei compartilhar alguns dos insights que se conectam com a proposta de levar às empresas brasileiras a visão e prática da inovação no contexto da Economia Digital.

Começamos com os pilares da inovação: Estratégia e Criatividade. É por meio destes pilares que produtos e serviços são criados.

Neste contexto, a estratégia na economia digital, tratada logo na primeira semana, merece atenção especial. Estratégia não é apenas planejamento de longo prazo, mas sim prontidão, capacidade de ação e adaptação frente às mudanças do ambiente. Ela fornece direção e cria condições para que organizações continuem crescendo e obtendo sucesso em cenários incertos.

Já criatividade envolve identificar e resolver problemas (satisfazer uma necessidade com algo que outros aceitem), o que a diferencia de talentos como inteligência e genialidade. A criatividade gera um resultado, enquanto a inventividade não.

Ser criativo tem a ver com a forma como um indivíduo ou grupo se relaciona com o mundo. Alcançar um sucesso ou uma inovação no mercado valida a criatividade, ou seja, se um conceito é novo no mundo e oferece uma nova solução/experiência da qual as pessoas podem se beneficiar, essa conquista valida a criatividade da pessoa ou grupo que criou o produto e o processo pelo qual o produto é criado.

O número de sucessos é o que torna uma empresa mais criativa do que outra.

Já a economia digital refere-se às atividades econômicas resultantes da conexão entre pessoas, empresas, dispositivos e dados por meio de tecnologias digitais. Ela se diferencia da economia tradicional por sua dependência de transações online e pelo forte impacto transformador sobre setores inteiros, impulsionada por tecnologias como IoT, inteligência artificial, blockchain, realidade virtual e automação, características da chamada Quarta Revolução Industrial

Os benefícios são evidentes: aumento de produtividade, redução de custos via computação em nuvem, ampliação do alcance global, maior acesso a dados, personalização, melhor experiência do cliente e conveniência. Por outro lado, surgem desafios importantes, como questões de privacidade e segurança, desemprego tecnológico, concentração de mercado, exclusão digital e impactos ambientais

Diante desse cenário, gerir a inovação na economia digital exige visão estratégica, criatividade, capacidade de articulação em redes e compromisso com soluções que criem valor econômico, social e ambiental.

👉 Se você deseja transformar esse conhecimento em prática, desenvolver soluções inovadoras e preparar-se para os desafios do futuro, leve a Hack the Future: jornada de inovação para a sua organização. Solicite hoje mesmo o seu orçamento. É o momento de aplicar estratégia, criatividade e tecnologia para construir, hoje, as respostas que o amanhã exige.

Este é o primeiro texto da série. Ao longo das próximas semanas, vou compartilhar por aqui outros insights diretos do curso. Fique de olho no blog e venha acompanhar essa jornada com a gente. Até a próxima!

Fonte: QUINTERO, Marlon. Innovation for Media Content Creation: Tools and Strategies for Delivering Successful Content. J. Ross Publishing, 2015.