Microvitórias: como celebrar os pequenos passos pode transformar a jornada

5/28/20252 min read

Você já parou para pensar no poder de uma pequena conquista?
Não falo das grandes viradas, nem dos anúncios de “agora vai” que enchem as redes sociais. Estou falando daquelas microvitórias que passam despercebidas: levantar no horário num dia difícil, dizer “não” com gentileza, manter a calma no trânsito, iniciar uma nova leitura, preparar uma refeição com mais atenção, ou apenas terminar o dia com a sensação de que deu o seu melhor.

Esses pequenos passos, quando reconhecidos, celebrados e cultivados, formam a base de uma vida mais consciente, leve e gratificante.

A ciência por trás dos pequenos hábitos

No livro Hábitos Atômicos, James Clear mostra que a verdadeira mudança acontece não quando transformamos tudo de uma vez, mas quando melhoramos 1% a cada dia. Aliás, este é o livro que estamos trabalhando no nosso Clube da Leitura. Essa lógica parece simples, mas é profundamente transformadora. A repetição de pequenos comportamentos positivos nos coloca em movimento, e cada microvitória reforça nossa identidade: deixamos de apenas querer ser alguém melhor e passamos a nos tornar essa pessoa, ato a ato.

Mas para que isso aconteça, é preciso notar. E mais que isso: valorizar.

Um potinho que virou potão

Aqui em casa, há alguns anos, criamos uma prática simples: o potinho da gratidão. Ele fica no cantinho da sala e, sempre que algo bom acontece, a gente escreve num papel e colocava lá dentro. Coisas simples. Um elogio recebido. Um jantar em família. Um dia bom no trabalho. Um passeio divertido em família...

Minha filha, ainda pequena e sem saber escrever, observava tudo. E queria participar. Ela desenhava, rabiscava, e colocava os papéis também. Aquilo a fazia se sentir parte. Ela entendia, mesmo sem palavras, que aquilo era importante.

O tempo passou, e o potinho virou “potão”, em tamanho e em significado. Hoje, ela já lê e escreve, e também registra suas conquistas. Às vezes, é um “li um livro todo”. É lindo perceber como, desde cedo, ela aprendeu a reconhecer os próprios passos.

Temos o ritual de abrir o pote todo ano no dia 6 de janeiro, data em que celebramos o nascimento dela, o Dia da Gratidão e o Dia de Reis. É um momento cheio de memória, afeto e significado. Cada papelzinho lido traz à tona sorrisos, histórias e lembranças que poderíamos ter esquecido. Mas que agora estão ali, registradas. Vivas.

Para mim, a dinâmica da gratidão é tão importante que, no ano passado, no meu aniversário de 50 anos, resolvi dar de presente às pessoas um potinho da gratidão com papéis coloridos dentro (foto). A ideia era oferecer uma ferramenta simples para que cada um pudesse começar a registrar suas conquistas, ou microvitórias, como estou chamando aqui.

Microvitórias importam e merecem um lugar para morar!

Celebrar as pequenas vitórias não é sobre exagero, é sobre consciência.
É saber que cada passo nos trouxe até aqui. E que reconhecer isso nos fortalece para continuar.

Seja um pote da gratidão, um diário, uma caixa de memórias, um mural ou até uma simples nota no celular…Encontre um espaço onde suas microvitórias possam existir.

Porque a jornada é feita, sim, de grandes sonhos, mas são os pequenos passos que nos levam até lá.

Que tal começar o seu próprio ritual de celebração hoje?
Escolha a sua forma e comece a registrar. Tenho certeza que essa ação singela te ajudará a ter uma vida mais leve e com mais sentido.