Teoria de Jung: os Tipos Psicológicos como base para entender comportamentos
9/24/20253 min read


No universo das teorias de personalidade, a obra de Carl Gustav Jung ocupa lugar de destaque, especialmente por ter introduzido conceitos estruturantes como introversão / extroversão e as funções psicológicas (pensamento, sentimento, sensação e intuição). É justamente a partir desses conceitos que muitas das abordagens modernas de mapeamento de perfil, inclusive as usadas pela Sólides (mapeamento DISC), encontram suas bases.
Os pilares da teoria junguiana
Na obra Tipos Psicológicos (1921), Jung propôs que cada indivíduo tende a manifestar uma atitude predominante: introversão ou extroversão. Ele prefere trabalhar com funções mentais diferenciadas em sua consciência.
Atitudes: introversão e extroversão
A introversão é caracterizada pela orientação da energia para o mundo interno dos pensamentos, reflexões e sensações subjetivas.
A extroversão, por sua vez, foca a atenção no mundo externo — nas pessoas, nos eventos, nas interações.
Funções psicológicas (ou “faculdades” mentais)
Jung distinguiu quatro grandes funções mentais que as pessoas utilizam (em graus diferentes), duas consideradas racionais e duas irracionais:Pensamento (racional) — uso da lógica e da análise para tomar decisões
Sentimento (racional) — julgamento com base em valores subjetivos, por meio de afeto e consideração pessoal
Sensação (irracional) — percepção direta dos dados sensoriais, do que é concreto
Intuição (irracional) — percepção de possibilidades, tendências e padrões não imediatamente evidentes
Ao combinar uma das atitudes (introversão ou extroversão) com uma dessas quatro funções, Jung descreve oito tipos psicológicos possíveis.
Funções dominantes, auxiliares e inferiores
Em cada indivíduo, uma função tende a ser a função dominante (a mais acessível à consciência).
As funções restantes operam em graus menores ou menos conscientes.
A função oposta à dominante (aquela “inferior”) costuma estar menos integrada e pode agir de modo inconsciente.
Essa estrutura junguiana integra-se muito bem com métodos de mapeamento comportamental porque oferece um tipo de “mapa psicológico interno” — ideal para refletir predisposições mentais, estilos de processamento e padrões de reação psíquica.
Como a teoria de Jung se conecta ao DISC usado pela Sólides
Embora a metodologia DISC tenha sido formalizada por William Moulton Marston (e adaptações subsequentes) para classificar comportamentos em quatro dimensões (Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade), o Profiler da Sólides de mapeamento comportamental se apoia em múltiplas teorias, inclusive as teorias de Jung.
Isso significa que o Profiler não considera apenas os quatro comportamentos do DISC, mas busca enriquecer a análise com lentes psicológicas que ajudam a explicar por que uma pessoa tende a agir de certa forma, suas predisposições de energia (introvertida ou extrovertida), e sua maneira preferida de processar e julgar informações (pensamento, sentimento, etc.).
A teoria dos tipos psicológicos de Jung oferece um excelente arcabouço para compreender padrões internos e estilos de pensamento que moldam as escolhas comportamentais. No Profiler da Sólides, essa teoria é uma das bases que complementa o modelo DISC, tornando o mapeamento mais profundo e robusto.
Na próxima semana, continuaremos a série explorando outra teoria que sustenta o mapeamento comportamental da Sólides. Acompanhe para entender como diferentes perspectivas se conectam para formar um modelo mais completo de autoconhecimento e aplicação em ambiente corporativo. E se quiser saber o seu perfil comportamental e ter à mão um relatório rico com tudo isso mapeado é só chamar. Afinal, sou um analista comportamental Disc e o uso exatamente o profiler da Sólides para isso. Aliás, tem uma promoção para os meses de outubro e novembro/2025 - clique aqui e reseve o seu horário!
Saiba mais:
Livros
JUNG, Carl G. Tipos Psicológicos. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 2012.
JACOBI, Jolande. A Psicologia de Carl Gustav Jung. Petrópolis: Vozes, 2013.
FRANZ, Marie-Louise. A Tipologia de Jung. São Paulo: Cultrix, 1990.
Vídeos / recursos multimídia
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